
Por que é que mantemos essa grande dádiva da tenção tão bem escondida em nós? Por que é que continuamos a dar moedas sem coragem de olhar para o rosto daquele que pede? Por que é que não nos juntamos áquele que come sozinho no refeitório, mas procuramos aqueles que conhecemois tão bem? Por que são tão raras as vezes em que batemos em uma porta ou pegamos umtelefone só para dizer um alô?, ou só para mostrar que éstavamos pensando uns nos outros? Por que é tão difícil receber um sorriso e tão difícil ouvir palavras de consolo? Por que é tão difícil expressar gratidão a um professor, admiração a um aluno e apreço aos homens e mulheres que cozinham, limpam ou cuidam deum jardim? Por que costumamos ignorar uns aos outros sempre que estamos nos dirigindo para algo ou alguém mais importante?
Talvez, simplesmente, porque nós mesmos estejamos tão preocupados em ser singular e único que nem mesmos nos permitimos despir nossa pesada armadura e tornarmo-nos companheiros em mútua vulnerabilidade. Talvez estejamos tão cheios de nossas próprias opiniões, idéias e convicções que não nos resta espaço para ouvir o outro e aprender com ele.
Texto de Henri J. M Nouwen .
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